março 10, 2010

Como se preparar para conquistar uma promoção no trabalho

Arquivado em: Foco na Mídia — admin @ 1:19 pm

O Globo – 10/03/2010

Por Ione Luques

RIO – Para conseguir um emprego melhor, nem sempre é preciso mudar de empresa: a resposta pode estar na promoção. Apesar de esse ser um objetivo complicado de alcançar, há formas de se organizar para atingi-lo. Para começar, é preciso analisar o cenário e estabelecer metas, afirma Rodolfo Ohl, diretor do MonsterBrasil, site especializado em emprego e carreira.

Dicas para quem quer ser promovido

Um dos primeiros passos é buscar a ajuda de um profissional, que atualmente desempenhe a função desejada, para saber quais são os requisitos técnicos e comportamentais necessários para ocupar o cargo. Assim, afirma Adrian Tsallis, gerente-regional do Grupo Foco no Rio de Janeiro e no Espírito Santo, será mais fácil trabalhar para desenvolver nesses aspectos.

Além disso, é importante que o profissional comunique ao chefe seu interesse, para que este trace algumas metas que possam aferir o desenvolvimento e aprendizado do colaborador.

- Isso irá criar um momento de avaliação com o seu chefe, além do espaço necessário para que a promoção ocorra sendo fundamentada por dados práticos. Isto é, pelo resultado das avaliações.

Para conseguir o reconhecimento de seus superiores e almejar a tal promoção, é primordial conhecer as expectativas do chefe, lembra o diretor do Monster:

- É importante que o funcionário sempre procure receber feedback de seus superiores para, assim, entender e reconhecer pontos a serem melhorados.

Ohl acredita que, mantendo esta relação de mão dupla com os superiores, fica mais fácil para o trabalhador atingir resultados concretos. E são estes resultados que poderão se tornar fortes argumentos para a conquista de uma promoção, ressalta.

O profissional deve ainda ter documentado os projetos e realizações que refletiram positivamente no resultado da empresa e as avaliações da chefia, diz Tsallis:

- Uma das partes mais importantes da sua carreira profissional é a habilidade que você tem de vender suas realizações de uma forma interessante e também que demonstre seu potencial. Isso é válido até no processo de construção do seu currículo.

Caso consiga a promoção, há uma boa chance de o profissional vir a gerenciar seus antigos colegas. Esta é uma situação difícil, que requer sensibilidade e tato. Segundo o Monster.Brasil.com, é nesta hora que os recém-promovidos erram. É hora de lançar mão do senso comum e pensar como gostaria que lidassem com você numa situação parecida.

- Acho que, no caso de o profissional promovido a chefe de seus antigos colegas, é sempre interessante um relacionamento aberto e transparente no qual as questões e dúvidas associadas à promoção possam ser esclarecidas – afirma o executivo do Grupo Foco, lembrando que, em geral, quando situações como essa ocorrem, as pessoas ao redor já foram informadas dos motivos que levaram àquela promoção.

março 1, 2010

Profissionais iniciantes podem ensinar seniores, diz especialista

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Folha Online – 28/02/2010

Em vez de travarem uma batalha para decidir quem está certo sobre o que deve ser feito na empresa, o profissional recém-chegado ao mercado e o sênior que ajudou a construir a corporação devem unir competências e aspectos geracionais, opinam especialistas.

Para o consultor Peter Cheese, ex-diretor da divisão global de desempenho da Accenture, os gestores devem ouvir as reivindicações da geração Y. “Eles estão certos quando pedem, por exemplo, ‘feedbacks’ e planos de carreira mais transparentes”, defende. “Precisamos fazer um bom trabalho para todos os empregados.”

Ele concorda que gestores evitam candidatos com características excessivas da geração, pois muitos precisam “acordar para realidade”. “É possível que a crise estimule isso aqui no Reino Unido”, especula Cheese.

Por isso ele recomenda cooperação entre gerações e sugere que os mais velhos também recebam treinamento dos mais novos. “É o ‘reverse mentoring’ [aconselhamento reverso, em tradução livre]. Tem algumas coisas que os mais velhos não entendem muito bem. A ideia é que os mais novos expliquem.”

Dificuldades setoriais

Entretanto, nem todos os setores possuem capacidade de sempre ouvir esses jovens demandantes, que cresceram em meio a relações de pouca hierarquia e de muita atenção de pais e de professores.

Bancos, agências de publicidade e empresas da área de tecnologia da informação têm mais facilidade para isso do que setores industrial e de infraestrutura, afirmam especialistas. Isso porque os projetos dos últimos têm prazos mais longos, enquanto os dos demais requerem muita inovação.

No banco Santander, por exemplo, a diretora de recursos humanos Paula Giannetti afirma que ser Y em excesso não é fator de corte para os processos de seleção que coordena. “Achamos o Y muito atrativo. Ele gosta de tomar riscos e se preocupa com sustentabilidade”, afirma.

Segundo ela, os jovens dessa geração mostraram que não pensam necessariamente em sair da empresa, mas sim em receber desafios constantes. “Eles fazem o feijão com arroz e pedem mais, então temos que pensar em outros projetos para mantê-los motivados.”

Tempo relativo

Eline Kullock, presidente do Grupo Foco, atenta para uma diferença crucial ao conciliar gerações: a administração do tempo. “Os jovens querem reuniões de até uma hora, enquanto seus chefes preferem que elas durem quatro. É preciso achar um meio-termo.”

Ela usa a metáfora do navio para pedir mais calma: “Os Ys devem mostrar que conseguem conviver em um ambiente que não é o dos amigos ou o de dentro de casa. A rapidez das empresas é outra. Cada uma é um navio. Mesmo que tenha poucas regras ou burocracia, demora um tempo para que mudem de direção.”

fevereiro 17, 2010

Faltou ou chegou atrasado na quarta-feira de cinzas. E agora?

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Boa Chance – O Globo – 16/02/2010

Flávia Monteiro

RIO – Quarta-feira de cinzas: fim do batuque, a fantasia dá lugar aos trajes de trabalho e a rotina recomeça. Mas o que fazer quando o corpo ainda não deu sinais de recuperação? Por força da tradição, o expediente começa mais tarde em muitas empresas: ao meio-dia. Ainda assim, o dia é motivo de muitas discussões entre chefes e funcionários. Faltou ao batente ou chegou atrasado, e agora?

Para Rudney Pereira Junior, gerente de projetos do Grupo Foco, as duas atitudes podem manchar a imagem do funcionário. E de nada adianta apelar para velhas desculpas, como trânsito engarrafado, carro enguiçado ou doença.

- Não vale a pena colocar o emprego em risco por causa de um único dia. Mas, por incrível que pareça, ainda é comum funcionários faltarem e, para justificarem, dizem que ficaram doentes – revela Pereira Junior.

E como ninguém pretende ficar desempregado já neste começo de ano, a dica é negociar. E com antecedência. Nesse caso, uma eventual resposta positiva – leia-se enforcar a quarta-feira de cinzas – depende ainda de fatores como o relacionamento com o chefe imediato, a flexibilidade da empresa e até o ramo em que atua. Sendo assim, o bom senso do funcionário deve prevalecer.

- A quarta-feira não é um feriado e não pode ser encarado como tal. No segmento industrial, por exemplo, é feito um planejamento de longo prazo. E com o reaquecimento rápido da economia, as empresas estão trabalhando a todo vapor e não há possibilidade de interrupções. Muitas funcionam inclusive nos quatro dias de carnaval para compensar um mês curto como fevereiro. Nesse caso, se o empregado falta ou chega atrasado, compromete a produção e gera prejuízo – explica ele.

E quando não há negociação, o que fazer? Segundo o especialista, chegar ao escritório ainda sob a ressaca do carnaval não é um bom negócio. O trabalho não rende e o patrão, logicamente, percebe isso.

- É uma questão de responsabilidade. Se o profissional já sabe de antemão que vai trabalhar na quarta-feira, ele precisa se programar para tal. Hoje, temos um problema sério de infraestrutura nas cidades e a volta para casa depois de um feriadão é sempre complicada. Por isso, quem viajou não pode contar com a sorte. E ir do aeroporto ou sair da estrada direto para o escritório pega muito mal, assim como chegar na empresa depois de um noite maldormida ou até mesmo não dormida. Sendo assim, é preciso diminuir o ritmo já na terça-feira, inclusive da bebida – finaliza o gerente de projetos do Grupo Foco.

fevereiro 10, 2010

Hoje é o dia certo para pensar e agir pelo futuro da sua carreira

Arquivado em: Foco na Mídia — admin @ 4:24 pm

Emprego Certo/UOL – 09/02/2010

Viviane Macedo

Vivemos um momento de mudanças constantes. Muito do que ontem era diferencial, hoje é essencial — sem força de expressão. Para acompanhar essa evolução acelerada do mercado, o profissional precisa estar constantemente atualizado, e mais, não deixar de pensar no futuro da sua carreira. Se sua rotina hoje é ir de casa para o trabalho e do trabalho para casa, atenção, isso deve servir como um alerta: está deixando a sua carreira parar.

Não há nada mais prejudicial para o desenvolvimento profissional que não pensar em evoluir. Essencial fazer um planejamento de carreira, pensar no que quer para daqui a cinco, sete anos, mas, o erro de muitos tem sido não começar colocar as ações em prática hoje. “Ótimo pensar em ações a serem tomadas no futuro, mas nisso, acaba se esquecendo de atitudes que precisam acontecer hoje. Não adianta pensar só para daqui cinco anos. E hoje, o que você está fazendo pela sua carreira?”, questiona o gerente da Foco RH, Rudney Pereira Jr.

Graduação, cursos de especialização, cursos livres, idiomas – cada um sabe, ou deveria, qual é a maior carência da carreira atualmente. A consultora do Grupo DMRH, Tais Amaral, levanta alguns pontos a serem praticados por profissionais, independente da área de atuação.

  • Conhecer o mercado, saber o que está acontecendo na sua área de atuação e nas áreas correlatas
  • Estar por dentro das atualidades
  • Ter conhecimento das mais renomadas instituições para sua área específica e os cursos em destaque no mercado
  • Ter um bom networking e não acioná-lo apenas quando precisa, pelo contrário, manter sempre contato e trocando ideias
  • Ter um segundo idioma – o inglês é essencial, se já o domina, não deixe de praticar. No caso de buscar um terceiro idioma, estude algo que faça sentido para sua carreira

“Não tenho condições”
A conhecida frase: “Não tenho condições de pagar um curso” é, segundo Rudney, discutível. “Hoje temos uma infinidade de cursos gratuitos ou de fácil acesso. São cursos de idiomas, online, de especialização, enfim, basta ir atrás disso. Tem de ter proatividade, boa vontade de perder algumas horinhas procurando, lendo os comentários sobre o curso”, aconselha o especialista.

O tempo sim é algo indispensável. “Não adianta querer estudar se não tem tempo de se dedicar a isso. Não significa que você terá de ficar horas em cima dos livros, mas é preciso dedicação, levar a serio”, aponta Rudney.

Tais afirma que, infelizmente, a mentalidade de muitos profissionais ainda é “me formei, já está bom”, e com isso perdem ótimas oportunidades. Aqueles que saem na frente, que não deixam o comodismo tomar conta têm chances redobradas, além de ganharem destaque e apreço do mercado. “Ouvimos muito a frase: ‘a empresa não me paga um curso’, essa chave precisa mudar. O profissional tem de ir à busca do seu crescimento e não ficar sentado esperando que isso chegue até ele”, aponta Tais.

A questão levantada pela consultora é muito interessante. Antes, o planejamento e a própria carreira ficavam a cargo da empresa, os profissionais tinham certo que eram as organizações as grandes responsáveis pelo desenvolvimento de cada um. Hoje, se fala o contrário, que o profissional é o grande condutor da sua carreira, é dele essa responsabilidade.

Para Rudney, há uma pequena lacuna entre esses dois cenários. “O profissional é sim o grande responsável pela sua carreira, no entanto, a empresa tem parte nisso também. A partir do momento em que o profissional vê que a organização onde trabalha não oferece os desafios necessários para a sua evolução, ele precisa recuar, e talvez, até mesmo mudar de emprego”, opina. “Muitos vivem a vida inteira se queixando de uma empresa que não lhe apresenta cenários de desafios, mas nada fazem para que isso mude ou para mudar isso. Reclamar sem ação não leva a lugar algum”, alerta Rudney.

Seja diferente, acrescente
Já sabemos – as companhias querem cada vez mais e também podem oferecer perspectivas melhores. Como sede da Copa do Mundo e das Olimpíadas, o Brasil promete um aquecimento histórico do mercado, e muitos especialistas já falam de um apagão de mão de obra qualificada – resultado exatamente da falta de especialização e atualização profissional.

Então, seja você um dos escolhidos para estar entre os melhores, os preparados. Busque trabalhar hoje o futuro de sua carreira e não deixe isso a cargo de ninguém. “Hoje em dia, o conhecimento técnico é muito equiparado, o que realmente vai diferenciar um profissional é o que ele é, além disso, o quanto ele tem a agregar para a empresa e para o mercado”, finaliza Tais.

fevereiro 3, 2010

Montar um plano de carreira é simples, mas exige comprometimento do profissional

Arquivado em: Foco na Mídia — admin @ 5:38 pm

O Globo – 03/02/2010

Ione Luques

RIO – Traçar um plano de carreira é bastante simples, mas requer envolvimento e comprometimento do profissional. E, ao contrário do que muitos pensam, não são só os jovens que precisam montar uma estratégia para definir que faculdade fará ou qual será sua atuação depois de formado: todo e qualquer profissional que esteja em busca de aprimoramento precisa fazer seu planejamento, alerta Adriana Néglia, consultora da Career Center.

Saiba como montar um plano de carreira

Segundo especialistas em RH, alguns passos são necessários para que o indivíduo não ”meta os pés pelas mãos”. O primeiro deles, diz Adrian Tsallis, gerente-regional do Grupo Foco no Rio de Janeiro e no Espírito Santo, é fazer uma avaliação pessoal para checar quais seus reais interesses, motivações, pontos fortes e fracos. Assim, terá condições de fazer escolhas mais assertivas com relação ao seu futuro e seu plano de carreira. Muitas vezes um processo de coaching pode ajudar bastante nessa fase, completa Tsallis.

Adriana concorda que o autoconhecimento é o ponto prioritário de um plano de carreira:

- Quem se conhece bem, tanto pessoal como profissionalmente, e sabe o quer para seu futuro, tende a ter maior facilidade para montar um plano de carreira. Quem não é assim fica muito confuso. Somente através da percepção dos pontos fortes e dos pontos fracos é possível traçar essas metas.

Depois de ter claro o próprio perfil e saber com quais atividades tem maior identificação, o profissional deve fazer uma pesquisa de mercado, seja ela formal ou informal, para avaliar quesitos como: 1) facilidade para entrar neste mercado, 2) dificuldades iniciais, 3) chances de crescimento profissional, 4) salário e 5) cursos de especialização que serão necessários.

Após traçar as metas, cabe montar um plano de desenvolvimento individual, incluindo as ações que deverá tomar para alcançar estes objetivos.

- É válido sempre estipular prazos que sejam factíveis, para alcançar o resultado e descobrir uma forma de mensurar ou avaliar este ponto e acompanhá-lo – aconselha Adriana.

Para Tsallis, é válido ainda buscar profissionais, que ocupem a função almejada, para que sirvam de modelo. Assim, a pessoa poderá se avaliar comparativamente do ponto de vista acadêmico, técnico e comportamental:

- Ela poderá identificar as lacunas em seu currículo e trabalhar para aprimorar o máximo os quesitos necessários para a função desejada. Algumas dessas lacunas poderão ser preenchidas com estudo ou buscando informações com profissionais da área. Outras, no entanto, só o tempo poderá ajudar a preencher.

Leia mais: Cuidado dobrado para as mulheres ao montar plano de carreira

É importante também buscar o envolvimento do seu gestor imediato durante todo o processo, pois o mesmo o ajudará a ver quais as opções de curto e médio prazos que melhor se adequam ao plano desenhado.

Para o gerente regional do Grupo Foco, o mais importante é que exista o real interesse e envolvimento do profissional em seu plano de carreira e que isso não seja visto como um benefício dado pelo RH das empresas:

- Na verdade, o processo deve ser norteado pelo profissional e apoiado pelas estruturas de RH e seus gestores imediatos.

Leia também: Mulher deve ter cuidado redobrado ao planejar carreira

janeiro 27, 2010

Trainee: empresas procuram profissionais que tenham os mesmos valores

Arquivado em: Foco na Mídia — admin @ 9:11 am

UOL Economia 26/01/2010 – 13h52

SÃO PAULO – Terminada a faculdade, o profissional pode optar por ser trainee em uma empresa. Mas, para isso, é preciso que ele passe por um processo de seleção.

De acordo com a gerente da Foco Talentos, Renata Schmidt, as empresas buscam recém-formados que tenham conhecimento em idiomas e em informática. Além disso, elas procuram pessoas que tenham os mesmos valores e que possam ser desenvolvidas no banco de talentos. “As competências mais solicitadas seriam trabalho em equipe, comunicação e comprometimento”, afirmou a gerente.

Seleção

Segundo Renata, para um candidato se dar bem em um processo de seleção para trainee, ele tem de pesquisar se a empresa tem os mesmos valores que ele.

“O candidato tem de entender se a empresa realmente interessa a ele e tem de ser ele mesmo”, completou Renata, que ainda acrescentou que é importante o candidato estudar para os testes on-line, que costumam ser aplicados neste tipo de seleção.

Trainee

Para ser trainee, o profissional tem de ter o curso superior completo. Quando contratado, ele passa por várias áreas da empresa, até ser direcionado para uma.

Segundo Renata, quando o trainee está sendo treinado na empresa, é mais fácil identificar nele o perfil que a companhia precisa do que buscar no mercado. Além disso, a carreira desse profissional é mais acelerada e a chance de sucesso na empresa é maior.

O salário médio de um trainee está em torno de R$ 3,5 mil a R$ 4,5 mil, dependendo da empresa em que trabalha e da área de atuação.

Empresa

De acordo com Renata, as empresas perceberam que muitas não têm plano de sucessão na carreira, por isso é importante desenvolver um banco de talentos.

Quando uma empresa contrata um trainee, ela está investindo nesse profissional para que um dia ele possa substituir outro. “Normalmente, as empresas contratam o trainee para que ele fique na empresa”, disse a gerente.

janeiro 26, 2010

Redes sociais: saiba como usar profissionalmente

Arquivado em: Foco na Mídia — admin @ 11:40 am
Exclusivo VEJA.com | Carreira

21 de janeiro de 2010

Os brasileiros são usuários aficionados das redes sociais, figurando invariavelmente entre as pessoas que mais se dedicam aos sites de relacionamentos no mundo. Mas nem só de bate-papo e amigos virtuais é composta essa relação. Muita gente utiliza as redes com finalidades profissionais. E colhe bons resultados.

De um lado, estão os profissionais das mais diversas áreas, que divulgam currículos, serviços e até produtos. Eles espalham seus trabalhos ou marcas por meio de perfis, comunidades e também pela participação em fóruns de discussão. De outro, estão as empresas, que expandiram seus processos de seleção para a rede e agora garimpam talentos nesses locais.

O quadro a seguir reúne exemplos de boas práticas quando o assunto é uso das redes com finalidade profissional. Usuários contam como conseguem fazer bom proveito de serviços como Orkut, Facebook e Twitter – em muitos casos, os frutos do trabalho nos sites os elevam à condição de microempresários. As empresas, por sua vez, revelam o que julgam positivo ou negativo nos perfis que candidatos a uma vaga publicam na rede.

Como as empresas estão usando as redes

Twitter

Pontos positivos:

- conteúdo relevante profissionalmente

- recomendação de links, artigos e livros

- destaque para novidades

- alta freqüência nas postagens

- cuidado com a linguagem e a ortografia

- desenvoltura em relação às novidades tecnológicas

Pontos negativos:

- erros de ortografia

- falta de coerência

- uso inadequado da linguagem

- baixa freqüência de postagens e comentários

- pessimismo permanente

- críticas agressivas

- radicalismo

- comentários preconceituosos

Facebook

Pontos positivos:

- amigos em quantidade e qualidade – especialmente estrangeiros

- interação saudável e intensa com os amigos

- participação em comunidades relacionadas à área de trabalho

- manutenção de networking profissional, paralelamente ao social

- argumentação e posicionamento em fóruns de discussões

- demonstração de interesses em atividades diversificadas

Pontos negativos:

- erros de ortografia

- falta de coerência

- uso inadequado da linguagem

- baixa freqüência de postagens

- pessimismo permanente

- críticas agressivas

- radicalismo

- comentários preconceituosos

Orkut

Pontos positivos:

- amigos em quantidade e qualidade – especialmente estrangeiros

- interação saudável e intensa com os amigos

- participação em comunidades relacionadas à área de trabalho

- manutenção de networking profissional, paralelamente ao social

- argumentação e posicionamento em fóruns de discussões

- demonstração de interesses em atividades diversificadas

Pontos negativos:

- erros de ortografia

- falta de coerência

- uso inadequado da linguagem

- baixa freqüência de postagens

- pessimismo permanente

- críticas agressivas

- radicalismo

- comentários preconceituosos

Fontes: Eline Kullock, presidente da empresa de recursos humanos Grupo Foco, Daniel Dystyler, diretor de serviços e gestão de talentos da empresa de TI Kaizen e Luis Testa, gerente de marketing do portal de soluções para recrutamento e seleção Vagas.com

janeiro 20, 2010

Choque de gerações minimizado

Arquivado em: Foco na Mídia, Todos — admin @ 3:19 pm

POR CHICO BARBOSA

Jornal do Commercio – 19 de janeiro de 2010

Todas as empresas têm funcionários de variadas faixas etárias, desde o estagiário que acabou de entrar na faculdade até aquele senhor que poderia se aposentar mas continua trabalhando pelo gosto que tem pela profissão. A única coisa que os une no dia-a-dia é o ambiente onde se encontram e o mesmo objetivo: realizar um bom trabalho na campo profissional que escolheram.

No entanto, diferenças da época em que foram criados podem criar rusgas de relacionamento e até brigas mais sérias, o que pode afetar o clima da companhia e o resultado do trabalho.

O consultor de recursos humanos, Eduardo Shinyashiki, explica que cada época forma um tipo de pessoas; com cenário histórico, político e cultural próprios. “Essa (nova) geração pede mudanças. São jovens que nasceram sob o domínio da tecnologia e chegam ao mercado de trabalho esperando um mundo semelhante ao seu: conectado, aberto ao diálogo, veloz e global. Aos empresários, fica a opção de atualizar seu negócio, criando novas formas de liderança e motivação, ou lutar contra a maré e manter-se conservador frente aos acontecimentos ocorridos nos últimos anos”, diz.

“No entanto, não se pode dar tratamento preferencial aos jovens, como ocorre nos programas de trainee, com recompensas salariais, em detrimento dos demais. Isso porque a grande maioria dos funcionários é composta por aqueles com mais tempo de casa. Isso acaba criando rivalidades”, explica o diretor-executivo da Mesa RBL, empresa de consultoria especializada em desenvolvimento de lideranças e gestão estratégica de recursos humanos, Manuel Martins.

A solução para esse tipo de desafio é a comunicação interna. Para Martins, a missão dos gestores é moldar o seu negócio para que todas as gerações possam se sentir reconhecidas, produtivas e capazes de contribuir  da própria maneira. Dessa forma, as companhias podem reter os talentos que estão nos seus quadros de funcionários. O consultor aponta que muitos negócios se dizem modernos, falam de diversidade e respeito para os mais jovens, mas o dia-a-dia deles é bastante conservador. “É o típico caso de faça o que eu falo mas não faça o que eu faço. Não há consistência entre discurso e ação. Atender às demandas dos jovens não significa se curvar a todo desejo e aspiração deles, mas ter um ambiente mais aberto e estimulante, menos hierarquizado”.

Shinyashiki concorda que o papel dos gestores é ter capacidade de ouvir e comunicar com cada uma das diferentes gerações que se encontram na equipe. É saber motivar com base nas peculiaridades de cada uma delas. “O líder é um coaching (treinador) que ajuda a formar o profissional, não no sentido de dizer o que fazer mas informar a direção que deve seguir. Os mais jovens, por exemplo, precisam encontrar sentido no que fazem e saber o significado do seu trabalho”.

A presidente da consultoria de recursos humanos Grupo Foco, Eline Kullock, afirma também que uma boa conversa para exclarecer diferenças de mentalidade pode ajudar as pessoas a entenderem as particularidades de cada geração, o que evitaria conflitos. “Explicar a forma como cada um foi criado e educado e o cenário em que viveram ajuda a criar esse discernimento. O conceito de rapidez de uma geração é diferente
de outra, por exemplo. Eu, uma baby boomer, peguei o tempo do papel de carta, que demorava cerca de 30 dias para chegar na Inglaterra. Hoje, o twitter tem velocidade quase instantânea”.

TRÊS GERAÇÕES.

Hoje, três gerações trabalham ao mesmo tempo no ambiente corporativo: a baby boomer, a X e a Y.

A baby boomer nasceu entre 1946 e 1964, logo depois da Segunda Guerra Mundial e brincava na rua sem medo da violência. A sua principal fonte de informação eram os jornais, só tiveram contato com o computador quando adultos.

Já a geração X nasceu entre 1965 a 1979 e jogava Atari em casa ou na casa de amigos enquanto os pais trabalhavam. Se informavam basicamente pelos telejornais e muitos tiveram contato com o computador no colégio.

Por fim, a geração Y, que nasceu entre 1980 e 2000 teve empregadas e babás para cuidar deles em casa. Não brincavam na rua por causa da violência. Em geral, se informam pelos sites da internet (jornais online, blogs, twitter).

Eline explica que o ideal para a organização é chegar a um meio termo nas demandas dessas três gerações. Há de se mudar a cultura empresarial aos poucos,  desburocratizando-a, para adequar aos anseios dos mais jovens mas de forma que os mais velhos não se sintam esquecidos. Para ela, as companhias podem agilizar as reuniões e permitir mais contato online, ao invés de presencial. Segundo pesquisa feita por ela, o tempo máximo de tolerância de um baby boomer são quatro horas de reunião. Da geração X, uma hora, e a geração Y agüenta meia hora de reunião.

“Erroneamente as pessoas falam que a geração Y, quer ascender mais rápido do que as demais. Todas as gerações querem isso, mas a diferença é que o tempo mudou. Hoje a gente não tem mais tanto tempo. As pessoas são capazes de gerar resultados e contextos mais imediatos. Nesse sentido, os baby boomers, pelo contexto em que viviam, tinham mais paciência e até uma certa acomodação na hora de cumprir as tarefas. Os jovens da geração Y estão acostumados com maior instantaneidade. Isso acaba gerando frustração, caso as coisas não ocorram no tempo deles”, explica
Shinyashiki. Para isso, nada melhor que a experiência das gerações X e baby boomers pois ajuda bastante os jovens a lidar com esses anseios.

Quando pedir um aumento?

Arquivado em: Foco na Mídia, Todos — admin @ 2:39 pm

Profissional deve ter em mãos os resultados alcançados para a firma

IG EMPREGOS – 20/01/10

Maria Carolina Nomur

Antes de agendar uma reunião com o chefe para pedir um aumento salarial, é prudente que se tenha na ponta do lápis os resultados atingidos e superados para justificar não o pedido, mas o pró-labore a ser considerado.

“Ele deve sempre falar com sua chefia ou RH mostrando suas contribuições para o sucesso dos negócios de forma aberta e verdadeira. E, sempre que possível, apoiadas em números e informações tangíveis”, aponta Gilberto Sobrinho, diretor da Foco RH, empresa de Recursos Humanos.

Nesse sentido, não há um momento do ano, como antes do ano-fiscal da firma, por exemplo, que seja melhor para solicitar esse incremento.

Para Sobrinho, em geral, o profissional nunca deveria ter de fazer esse pedido, uma vez que as próprias firmas já deveriam ter programado ajustes baseados no mérito de cada um, dentro de suas estruturas salariais.

Pesquisa de campo - Maria Aparecida Araújo, consultora de comportamento profissional e diretora da consultoria Etiqueta Empresarial, ensina que o funcionário deve sondar os colegas mais velhos, que conhecem melhor a cultura da empresa, antes de ter essa reunião.

Ela diz que ao conversar com o líder sobre este tema, deve-se usar e abusar da sutileza. “Pergunte se é possível esse aumento, se ele poderia estudar o assunto.”

Gilberto Sobrinho acrescenta que frases como “acho que estou ganhando pouco pelo que faço”, “o que ganho não cobre minhas despesas”, “estou ganhando menos do que meus colegas que fazem menos do que eu” devem ser evitadas.

“O funcionário deve mostrar à sua chefia que está satisfeito com o trabalho e que apenas gostaria de ter uma revisão em sua remuneração baseado nos argumentos já citados”, conta.

Cuidados - Mas ao levantar esse tipo de assunto, o profissional deve ter alguns cuidados. Maria Aparecida recomenda que o empregado não determine o valor do novo salário.

“Isso pode deixar a empresa em uma camisa de força. Seria uma ortodoxia não recomendada. Ele pode negociar, não necessariamente uma compensação financeira, mas outros ganhos, como melhores benefícios, por exemplo.”

Ter que pedir aumento, explica Sobrinho, é um sinal de que o funcionário demonstra para a empresa que ela o está esquecendo, de que ele não tem o devido reconhecimento por suas contribuições.

“A cultura de comunicação estabelecida na organização é que vai definir se ‘pega mal’ ou não. Em geral, empresas mais abertas entendem como normal e respondem de maneira clara e transparente se vão ou não conceder o aumento e os porquês. Já organizações mais fechadas e de comunicação menos transparente podem entender o pedido como uma insatisfação ou ingratidão do funcionário”, conclui.

janeiro 11, 2010

Redes sociais: nova onda jovem de procurar emprego

Arquivado em: Foco na Mídia — admin @ 9:42 am

Jornal da Tarde – 10/01/2010

Com o domínio da internet, os mais novos já estão fazendo uso de ferramentas online para garantir seu futuro profissional. É para eles que os sites de relacionamento estão recheados de oportunidades no mercado de trabalho

LIGIA TUON, ligia.tuon@grupoestado.com.br

Acostumados a usar a internet para quase tudo, os jovens que estão entrando no mercado de trabalho descobriram na web uma ferramenta poderosa na busca de seu primeiro emprego.

A estudante de psicologia Tatiana Kielderman, de 22 anos, encontrou a vaga de estágio que ocupa hoje em uma rede social. “Comecei a seguir o perfil da empresa onde estava interessada em trabalhar pelo Twitter. Pouco tempo depois, me candidatei para uma função e fui aprovada”, conta.

A maneira utilizada por Tatiana para procurar vagas em sua área profissional revela uma tendência forte do mercado. Muitas empresas de recrutamento e seleção viram nos sites de relacionamento, como Twitter, Orkut e Facebook, uma forma eficaz de disseminar as oportunidades e se aproximar da parcela mais jovem da população.

O Portal Busca Jovem é um exemplo disso. “Adotamos o Twitter como uma de nossas ferramentas, por causa da agilidade com que a informação se espalha e porque queremos que o próprio jovem possa acompanhar a divulgação das vagas. O resultado foi um aumento de 30% no número de acessos ao nosso portal em três meses”, explica Marcelo Nonato, diretor da Olhar Cidadão (empresa responsável pelo Portal Busca Jovem).

Além de colocar à disposição opções de emprego para quem está entrando agora no mercado de trabalho, o Busca Jovem também oferece 110 cursos gratuitos, cadastrados por entidades, que objetivam dar mais visibilidade ao jovem e facilitar sua inserção no mercado. Cerca de 98% das vagas anunciadas estão nas áreas de serviços, telemarketing e atendimento comercial.

A Pró Ativa é outra empresa de seleção e recrutamento que começou a vasculhar as redes de relacionamento em busca de candidatos para seus processos seletivos. Além de ter um perfil no Twitter, a empresa também utiliza o Orkut, Facebook, Linkedin e Via6.

Segundo Guilherme Françoso, gerente de planejamento estratégico da Pró Ativa, a empresa fez isso para acompanhar o aumento da oferta de canais de distribuição de currículo. “Sentimos necessidade de chamar atenção de potenciais candidatos para as vagas que ofertamos”, conta.

No momento, Pró Ativa oferece 99 vagas nas mais diversas áreas. Dessas, 82 são voltadas especificamente para jovens que buscam o primeiro emprego.

Jovens conectados

Eli William Joaquim de Lima, de 20 anos, que faz faculdade de Rádio e TV, faz parte de várias comunidades no Orkut que oferecem oportunidades de emprego. “Acho uma ótima maneira de criar um networking (rede de contatos profissionais) com outras pessoas da minha área. Entro na comunidade todos os dias e até já fui chamado para uma entrevista”, conta.

De acordo com Elaine Righetti, coordenadora de seleção da empresa de consultoria Id Consult, é importante que os jovens se relacionem e se engajem na situação do primeiro emprego. “A maior dificuldade que temos no recrutamento está no fato de os jovens não trocarem informações sobre determinada vaga. Por isso, as redes de relacionamento são tão importantes”, diz.

O Grupo Foco, outra empresa de recrutamento e seleção presente nas redes sociais, é responsável por divulgar agora 150 vagas de estágio, em sua maioria, nas áreas administrativas, ciências contábeis, comercial e de finanças. E mais 100 vagas que exigem, no mínimo, ensino médio completo, nas áreas administrativa, comercial e de atendimentos.

100% plugados

Segundo Gustavo Nascimento, gerente da Foco Talento (segmento que cuida dos processos de estágio e trainee), estar nas redes de relacionamento é uma maneira de se aproximar dos jovens. “Esse é o nosso canal direto de contato com os jovens que são 100% plugados na internet”, diz.

O site Vagas.com tem a maior comunidade de empregos do Brasil, com 44 mil membros. Além disso, o site também utiliza outras redes de relacionamento, como o Twitter. De acordo com Luís Testa, gerente de marketing da Vagas, estar presente nas redes sociais é um aprendizado. “É um ambiente onde as pessoas estão mais abertas para questionar e sugerir”, afirma.

Além disso, para ele, é um ambiente de imediatidade. “O link do programa de estágio que divulgamos no Twitter há duas horas, já foi clicado por 215 pessoas.”

Testa conta também que, por mês, 1% dos cadastros que o site recebe vem do Orkut e 0,8%, do Twitter. “Esse número é muito significativo, se considerarmos que só um programa de estágio ou trainee, por exemplo, recebe em média 20 mil candidatos. Ou seja, centenas de novos candidatos vêm das redes de relacionamento”, observa.

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