julho 26, 2010

Internet e emprego Orkut e Twitter são acessados por alguns recrutadores na hora de escolher o candidato para uma vaga

Arquivado em: Foco na Mídia — admin @ 12:33 pm

SHEILA VIEIRA
Da Agência Anhanguera
sheila@rac.com.br

As redes e mídias sociais como Orkut, MySpace, YouTube, Badoo, Sonico e Twitter são fontes de informação para análise de candidatos a uma vaga no mercado de trabalho. Segundo empresas de recursos humanos, empresário e estudiosos do assunto, os conteúdos veiculados nas páginas sociais também são analisados durante a fase de ascensão da carreira do profissional.

Conforme a gerente regional do Grupo Foco, Fabíola Lencastre, embora as redes sociais facilitem a busca por um emprego, graças à exposição de informações, também podem prejudicar o profissional que não se preocupar com a falta de ética, desrespeito e preconceito no conteúdo veiculado nas páginas de redes e mídias sociais.

Por outro lado, observa a gerente de RH, são ferramentas eficientes e funcionam como porta de aproximação do candidato, que pode, por exemplo, ser um dos seguidores do diretor de uma empresa e assim iniciar um relacionamento virtual. Em alguns casos, após essa aproximação, o candidato é chamado para uma entrevista com a recrutadora ou o departamento de recursos humanos da empresa, por exemplo.

As redes sociais já adquiriram importância na vida profissional da pessoas. Prova disso, aponta Fabíola, é que mesmo não existindo um campo específico no currículo para informar a mídia ou rede social, é comum o item ser acrescentado aos dados pessoais do candidato. Ela também diz que a justificativa para incluir uma rede no currículo, da qual o candidato é membro, é saber que as páginas funcionam como uma espécie de vitrine do seu conteúdo pessoal e profissional.

“É comum divulgar nas redes os currículos, cursos técnicos e até cursos na área social”, conta. Segundo Fabíola, todas as redes sociais, independentemente do perfil e sistema de funcionamento, são fontes de informações que farão parte do conjunto de elementos da avaliação daquele profissional. Fabíola usa como exemplo a rede profissional Toptalent (www.toptalent.com.br), cujo objetivo é ampliar o relacionamento profissional, sendo muito visitada por empresários, estagiários e trainees. Ela acredita que o Toptalent é mais utilizado no momento que a similar Linkedln.

“O problema é que nem sempre o participante de uma rede social é verdadeiro naquilo que posta, e acaba omitindo ou manipulando informações importantes sobre sua carreira”, alerta. Mas, quando as ferramentas são utilizadas corretamente, auxiliam o profissional a se inserir na era do currículo eletrônico, postando informações que ajudam a traçar o perfil profissional on-line. “A tendência é o RH continuar a utilizar as mídias e redes sociais como a mão direita da contratação e recolocação”, diz.

SAIBA MAIS

A DIFERENÇA ENTRE MÍDIA E REDE SOCIAL

Parecem a mesma coisa, mas existe diferença entre mídia e rede social. A definição de mídias sociais, do especialista em marketing digital e internet e autor do livro Orkut.com, André Telles, publicada no Portal Publihelp, diz que as mídias sociais têm como foco principal compartilhar imagens, slides, fotos, vídeos. São elas Twitter (microblogging), YouTube (compartilhamento de vídeos), Slideshare (compartilhamento de apresentações), Digg (agregador) e Flickr (compartilhamento de fotos). As redes sociais são uma categoria de mídia social da qual fazem parte os sites de relacionamento (Facebook, blog, Orkut e MySpace), nos quais os ambientes são focados na reunião dos membros, trazendo perfil com dados e fotos pessoas, textos, mensagens e vídeos.

Erro é achar que opiniões não trazem consequências

Para o diretor da Pitanga Propaganda, Gustavo Camargo, formado em Ciências da Computação pela Unicamp, o principal erro cometido pelos participantes de redes sociais é achar que Orkut, Twitter ou Facebook são versões digitalizadas de seus quartos, agindo como se estivessem conversando com um amigo.

Conforme Camargo, nem sempre os usuários têm consciência das consequências das opiniões emitidas e, muito menos, da exposição que o conteúdo ganhará na rede mundial de computadores. “Quem defende opiniões muito contundentes ou desalinhadas vai pagar o preço de expor o que pensa sobre determinado assunto”, ressalta.

E o juízo de valor atribuído a cada pessoa, a partir do perfil montado em cima de comentários e referências postados nas redes sociais, traz impacto na vida pessoal e profissional. Outra razão para redobrar a atenção são os chamados rastros digitais: as opiniões postadas no passado, que já não refletem o pensamento da pessoa, continuarão a ser visitadas e consultadas daqui a 20 anos. (SV)

Top Talent | “O currículo morreu! Viva o Blog!”

Arquivado em: Foco na Mídia — admin @ 11:06 am

» Chico Montenegro | 26-07-2010

Mídia Boom

Com essa onda de mídias sociais, todos nós, envolvidos nessa revolução, temos um amigo ou ouvimos uma história de alguém que conseguiu emprego através do Twitter, Facebook ou LinkedIn. Eu mesmo consegui alguns “freelas” através do Twitter e minha irmã está trabalhando há mais de um ano depois da divulgação de uma vaga no Twitter.

Um amigo, tuiteiro mas não tanto, tem uma boa história relacionada a isso. Ele conseguiu uma boa vaga em uma grande empresa e, ao ver o Orkut do garoto/candidato e se deparar com comunidades como “Eu odeio acordar cedo” ou “Meu chefe é um saco”, o diretor desistiu na hora de contratá-lo.

Pensando nisso, o pessoal do Grupo Foco, de RH, resolveu criar um blog especializado em posts enviados por candidatos que estão atrás de emprego e que querem se mostrar mais ao mercado. Com layout simples, posts interessantes e dicas para você criar seu blog profissional, o Top Talent traz como slogan a frase “O currículo morreu! Viva o Blog!”.

“Um blog transmite muito da personalidade de seu autor: suas ideias, sua forma de se expressar e ver o mundo. É muito mais transparente que uma entrevista ou um currículo”, acredita a presidente do Grupo Foco, Eline Kullock.

Então, se você procura um lugar para expressar suas ideias, opiniões e conceitos profissionais, acesse o Top Talent.

Maior uso da linguagem informal, inerente às novas tecnologias, leva profissionais a cometerem mais erros de português

Arquivado em: Foco na Mídia — admin @ 10:50 am

O Globo – 24/07/2010

RIO – Da mesma forma que uma vírgula mal aplicada pode mudar o sentido de uma frase, um texto com erros de português pode prejudicar (e muito) a imagem de um profissional. Tudo porque o mercado está mais exigente quanto à qualidade da comunicação verbal e escrita, enquanto os profissionais – sejam candidatos a uma vaga ou funcionários em busca de uma promoção – têm apresentado dificuldades para escrever corretamente. Os motivos, dizem especialistas, remetem à evolução da tecnologia no mundo do trabalho, já que e-mails, redes sociais e ferramentas de chats on-line pedem uma linguagem dinâmica, informal e abreviada, distante dos princípios da norma culta.

Por estarem imersos nesse universo, os jovens da geração Y são os que mais cometem erros de ortografia, acentuação, pontuação e concordância, diz Adrian Tsallis, gerente regional do Grupo Foco, empresa de recrutamento e seleção. Mas não são os únicos.

- De 25 a 30% dos candidatos a programas de estágio e trainee são eliminados em provas de português. Mas pessoas com mais de 30 anos também apresentam problemas porque passam boa parte do dia em frente ao computador. É uma questão de perda de referência. Ao escrever mais “vc” do que “você”, por exemplo, aumentamos nossas chances de esquecer que a palavra tem acento num e-mail formal – afirma Tsallis.

Segundo a coach Regina Giannetti, que promove treinamentos de comunicação verbal e escrita em grandes empresas, as dificuldades não passam apenas por problemas gramaticais. Textos confusos, com falta de coesão, não são raros no ambiente de trabalho, o que pode acabar gerando ruídos de comunicação e até mal-entendidos.

- Houve um caso emblemático de um fundo de pensão que emitiu um comunicado aos seus associados sobre mudanças no sistema de aposentadoria. O texto estava tão mal escrito que o call center recebeu, em média, 600 ligações por dia de pessoas querendo esclarecer dúvidas – diz Regina.

Para testar a quantas anda o seu português, o Boa Chance selecionou um teste desenvolvido pelo professor Sérgio Nogueira. O objetivo é completar as frases. Quantas você consegue acertar?

1) “Ele pediu uma ___________ ____________.”

(a) lasanha à bolonhesa;

(b) lazanha à bolonhesa;

(c) lazanha à bolonheza;

(d) lasanha à bolonheza;

2) “Tive um ____ pressentimento, _________ não saí de casa.”

(a) mal – por isso;

(b) mau – porisso;

(c) mau – por isso;

(d) mal – porisso.

3) “O ______ estava com o __________ rasgado.”

a) taxi – assento;

b) taxi – acento;

c) táxi – acento;

d) táxi – assento.

4) “________ você não resolveu todas as questões da prova? Creio que é _________ você não sabe o __________ das regras. Talvez seja essa a causa __________ você não conseguiu sucesso.”

a) porque, porque, por quê, porque;

b) por que, por que, porquê, por que;

c) por que, porque, porquê, por que;

d) porque, por quê, por que, porque.

5) “Os ______________ usavam ______________.”

a) paramilitares – para-quedas;

b) paramilitares – paraquedas;

c) para-militares – para-quedas;

d) para-militares – paraquedas.

6) “Não sei _____ ele se escondeu nem _________.”

(a) aonde – por que;

(b) aonde – porquê;

(c) onde – porque;

(d) onde – por quê.

7) “Chegou _________ , porque perdeu a ___________.”

(a) atrasado – bússula;

(b) atrazado – bússula;

(c) atrasado – bússola;

(d) atrazado – bússola.

8) “Houve muitos ___________ nesta viagem, mas isso foi uma ____________.”

(a) excessos – excessão;

(b) excessos – exceção;

(c) exceços – excessão;

(d) essessos – exceção.

9) “O médico foi ______________: ele apresenta problemas ______________. ”

(a) taxativo – torácicos;

(b) taxativo – toráxicos;

(c) tachativo – toráxicos;

(d) tachativo – torácicos.

10) “Deu uma _________ por ser uma pessoa muito _____________ .”

(a) freiada – receiosa;

(b) freiada – receosa;

(c) freada – receiosa;

(d) freada – receosa.

11) “As crianças podiam __________ pelo escorregador, pois não havia ________________.”

(a) deslizar – empecilho;

(b) deslizar – impecilho;

(c) deslisar – empecilho;

(d) deslisar – impecilho.

12) “O ____________ não podia ______________ o resultado da ação.”

(a) adevogado – adivinhar;

(b) advogado – advinhar;

(c) adevogado – advinhar;

(d) advogado – adivinhar.

13) “Pagou a inscrição de ___________ reais, e chegou em ___________

lugar.”

(a) cinqüenta – octagésimo;

(b) cinquenta – octogésimo;

(c) cincoenta – octagésimo;

(d) cincoenta – octogésimo.

14) “Esta ________ não ________ tampa.”

(a) tijela – possui;

(b) tijela – possue;

(c) tigela – possue;

(d) tigela – possui.

15) “O problema surgiu ___________, _____________ houve grande tumulto.”

(a) de repente – por isso;

(b) de repente – porisso;

(c) derrepente – porisso;

(d) derrepente – por isso.

16) “O motorista deixou a __________ cair na __________ .”

(a) gorjeta – sarjeta;

(b) gorjeta – sargeta;

(c) gorgeta – sargeta;

(d) gorgeta – sarjeta.

17) “A ___________ tem uma enorme _____________ a este tipo de comportamento.”

(a) princesa – ogeriza;

(b) princesa – ojeriza;

(c) princeza – hojeriza;

(d) princeza – hojerisa.

Veja o gabarito aqui .

julho 23, 2010

Empresas anunciam vagas de emprego em redes sociais

Arquivado em: Foco na Mídia — admin @ 3:58 pm

Redes sociais sempre foram usadas como busca de oportunidade. Hoje, elas se transformam também em caminho pra achar emprego

Jornal da Globo – 22/07/2010

Walace Lara São Paulo, SP

As redes sociais são territórios da diversão, da paquera, da amizade. “Eu sou das pessoas que entra todo dia, a primeira coisa que eu faço é abrir orkut e facebook”, diz uma usuária. “Queira ou não, é uma forma de você manter contato com pessoas que acaba não vendo muito”, afirma outra. “Tudo que você está sentindo, está vivendo, põe na sua rede social”, explica mais um.

Utilizam uma rede social 87% dos internautas brasileiros – segundo uma pesquisa inédita feita pelo Ibope. Por razões pessoais, 83% por cento usam os serviços – mas 1/3 também participa para buscar oportunidades de trabalho. É uma tendência de mercado.

Uma empresa de recrutamento anuncia as vagas nas principais redes. “Se você anuncia uma vaga, no minuto seguinte começam a chegar currículos. E as empresas não querem mais esperar 3 meses por um candidato, elas às vezes nos dão uma semana pra fazer um processo seletivo. E aí as mídias sociais têm uma resposta muito rápida”, conta a presidente do Grupo Foco, Eline Kullock.

Quem cadastra o currículo no site é convidado a escrever no blog da empresa – que serve pra avaliar a criatividade do candidato. A estudante de psicologia Tatiana Kielberman, de 23 anos, tinha um blog – e isso ajudou na contratação. “Se preserve, mas não duvide do poder que as redes sociais podem exercer na sua carreira profissional”, aconselha ela.

Pra atrair novos profissionais, uma empresa de auditoria criou vídeos sobre a rotina de alguns executivos e divulgou na internet. Deu certo. O número de candidatos no processo seletivo aumentou 25%. Sócio da empresa, Sérgio Romani explica o tipo de profissional que apareceu: “Pessoas mais espertas, mais antenadas, mais conectadas do que a gente via antes, pessoas mais inquietas, que é o público que a gente procura, perfil mais dinâmico, mais empreendedor”.

Algumas empresas resolveram dar um passo a mais. Depois de ouvir um grupo de jovens estudantes, o setor de recursos humanos de um banco criou uma rede social na internet na qual o candidato, além de cadastrar o currículo, participa de cursos à distância e ainda recebe uma orientação profissional.

“O que a gente quer é que essa ferramenta seja tanto para educação como para contratação. Seja a única fonte de recursos de contratação de todos os jovens aqui no banco”, diz a superintendente de RH, Paula Janetti.

Mas isso é só o começo. O olho no olho ainda pesa muito na hora de contratar.

“A entrevista vai contar muito, a forma como ele se coloca na dinâmica de grupo vai contar muito”, diz Eline Kullock.

“Quando você chega, se você não tem empatia com a pessoa com quem você vai trabalhar, se você não tiver o contato com a pessoa, você não vai conseguir fazer um bom trabalho. Então esse pedaço continua existindo sempre”, conclui Paula Janetti.

julho 16, 2010

Entrevista? Veja as dez perguntas mais comuns nos processos de emprego

Arquivado em: Todos — admin @ 5:50 pm

16/07/2010

Infomoney

SÃO PAULO – Antes de uma entrevista de emprego, é normal o nervosismo tomar conta do candidato. É nesse momento que sempre tem alguém que diz: “É só se preparar que dá para se sair bem”. Mas, como se preparar para uma entrevista? Saber o que pode ser abordado na conversa ajuda.

“De uma maneira geral, existem três temas que abordamos na entrevista: perfil técnico, comportamental e histórico familiar”, comenta a consultora de Recrutamento e Seleção da Ricardo Xavier Recursos Humanos, Ana Paula Mendes Oliveira. A ideia de abordar esses três assuntos é avaliar as expectativas do profissional às necessidades da empresa. “Quando você está com um currículo na mão, é preciso entender como o profissional conseguiu a formação e as competências que estão no currículo dele”, reforça a consultora.

Para a consultora de Recursos Humanos da Catho Online, Patrícia Pereira, as empresas procuram saber sobre a vida profissional do candidato e avaliam como ele se comporta em um ambiente de trabalho. “Avaliam como ele pode contribuir para o desenvolvimento da organização, se apresenta as competências desejadas para o cargo pretendido e se possui perfil para trazer os resultados que a empresa precisa”, afirma. 

“Não existem regras para responder as perguntas em entrevistas”, lembra a gerente de Projetos do Grupo Foco, Francilene Araújo. “A resposta ‘quadradinha’ não é bacana”, recomenda Francilene àqueles que já vão para as entrevistas armados com respostas prontas. Nem sempre dá certo.

Técnico e prático

Se, para o candidato à vaga, não é fácil encarar uma entrevista, para o entrevistador, também não é fácil selecionar. Por isso, as perguntas devem abarcar vários aspectos da vida do entrevistado, inclusive os aspectos mais pessoais. “Muitas vezes, o candidato está em um momento complicado da vida e a empresa não pode recebê-lo nessas condições”, afirma Ana Paula.

Sobre o tema que envolve questões mais técnicas, a consultora explica que as perguntas focam na formação do profissional e suas experiências no mercado. “Que tipo de atividade ele executava, a quem ele se reportava, motivo da saída. São essas as perguntas feitas sobre esse tema”, afirma.

No campo do comportamento, as perguntas tentam abordar situações que o profissional já vivenciou. “Perguntamos sobre as frustrações, conflitos e estilo de liderança que esse profissional tem”, explica Ana Paula. Nesse campo, a ideia é perceber como o profissional se porta no ambiente de trabalho. “Como ele lida com [avaliações] devolutivas negativas?”, questiona a consultora.

As dez mais

Para não chegar a uma entrevista sem ter ideia sobre os questionamentos, a gerente do Grupo Foco e a consultora da Catho listaram, a pedido do InfoMoney, as dez perguntas mais comuns em entrevistas. Lembrando que não existem regras para responder às perguntas. É preciso ser sincero, claro e manter sempre um raciocínio linear.

1. Qual a expectativa futura do profissional? Como ele se vê a médio e longo prazo? Ou quais são os objetivos a curto e médio prazo?

Francilene explica que profissionais mais experientes conseguem desenvolver melhor a resposta. “O entrevistado tem de ter um entendimento da própria carreira, do que ele quer profissionalmente”, afirma. Para a consultora da Catho, ser direto na resposta pode gerar um impacto positivo. “A longo prazo, cite sua vontade de crescer profissionalmente, alcançar outros cargos e trazer resultados”, diz Patrícia.  

2. Quais as expectativas do profissional com relação à vaga? O que ele deseja da posição oferecida? 

“Essa pergunta vai identificar se a vaga é de fato o que o profissional quer naquele momento”, afirma Francilene. A pergunta pode ser mais direta. Para Patrícia, a pergunta “qual é o seu objetivo profissional?” é mais comum. “Nesse momento, quanto mais alinhado o candidato for com a vaga que pretende preencher, melhor”, lembra a consultora. 

3. O que o profissional acha da empresa?

A gerente do Grupo Foco explica que essa pergunta é feita para aqueles que sabem qual é a empresa que oferece a vaga. “A pergunta vai revelar o interesse do candidato”, afirma Francilene. “Se ele souber qual é a empresa, ele deve olhar o site”, ressalta. Se o processo de seleção é terceirizado e a empresa não for informada aos candidatos, os profissionais devem dar uma olhada no site da empresa que está fazendo a seleção.

4. Quais foram as realizações do candidato? Ou fale sobre sua experiência profissional?

Aqui, a ideia é saber o que de fato o candidato fez nas empresas onde atuou. “Ele vai dizer como ele contribuiu para melhorar os processos de trabalho”, explica Francilene. Por exemplo, se ele é um estagiário e fez uma planilha que facilitou determinado processo, isso deve ser mencionado quando perguntado. “O ideal é o candidato mencionar resumidamente os principais resultados que alcançou nas empresas onde atuou”, completa Patrícia. 

5. O que o profissional tentou fazer na empresa onde atuou e não deu certo e o que ele tentou e não conseguiu implantar por motivos externos? Ou cite uma experiência memorável na carreira e algum projeto que não deu certo.

Essa questão, assim como todas as outras, não tem segredo. “O candidato tem de responder de acordo com a experiência dele”, lembra a gerente do Grupo Foco. “O candidato pode explicar com mais detalhes uma experiência positiva que vivenciou em determinada empresa e mencionar como a sua atuação contribuiu efetivamente para a conquista daquele resultado”, reforça Patrícia. 

6. Qual o tipo de empresa que o candidato gostaria de trabalhar?

A questão é genérica mesmo. “Não podemos direcionar as respostas”, explica Francilene. A resposta inclui dizer em qual segmento o profissional gostaria de trabalhar, o porte da empresa e o tipo de liderança.

7. O que o líder do profissional diria a respeito dele?

“É uma pergunta para entender como ele percebe o outro. É uma autocrítica”, explica Francilene. Para os profissionais acostumados a participar de avaliações de desempenho, a resposta virá sem dificuldades, acredita Francilene.

8. Se esse profissional tiver subordinados ou colegas, o que eles achariam dele? Ou como era seu relacionamento interpessoal na última empresa? 

“É para entender como o profissional percebe o ambiente no qual ele trabalha”, explica Francilene. Para Patrícia, o mais adequado é que o candidato explique que procurava manter com todos relacionamento de respeito, espírito de equipe e profissionalismo. “Caso tenha tido algum problema de relacionamento, não deve mentir, mas também, não deve fornecer detalhes”, afirma a consultora. 

9. Como é o seu estilo de trabalho?

Mais uma vez a pergunta é genérica. “O candidato deve responder do jeito e foco que ele achar que deve responder”, reforça a gerente.

10. Quais são os pontos positivos que favorecem o trabalho dos profissionais e os negativos que ele pode melhorar e desenvolver o trabalho dele?

“O ideal é mencionar pontos fortes que impactam diretamente nas suas atividades do dia a dia profissional”, afirma Patrícia. “Uma dica é citar aquelas características que toda empresa quer em um candidato, como proatividade, dedicação, responsabilidade”, aconselha, sem esquecer de que é melhor ser sucinto na resposta. Já com relação aos pontos fracos dos profissionais, a consultora aconselha não mencionar algo muito negativo. “O mais adequado é mencionar algum ponto fraco que seja uma característica boa, só que em excesso. Exagerar uma qualidade é um defeito, mas é aceitável”.  

A décima primeira pergunta

Por que devemos contratá-lo? Essa é a pergunta que pode deixar qualquer candidato ainda mais nervoso. Para a consultora da Catho, não existem segredos para a resposta. “O mais indicado é mencionar de forma direta alguns diferenciais do seu perfil, e como eles podem contribuir para a conquista dos resultados que a empresa deseja”, aconselha Patrícia.

Consumidores Y

Arquivado em: Foco na Mídia — admin @ 5:44 pm

Com idade entre 18 e 30 anos, a geração dos “nativos digitais” é alvo das empresas. Produtores de conteúdo contam o que fazem para lucrar com esse nicho

 16/07/2010

Por Fábia Zuanetti

Para circulação interna da Editora Abril

 

 

Descontração, funcionários vestindo bermudas, com acesso a redes sociais e Nintendo Wii disponível para todos em qualquer momento. Foi neste ambiente que Cristiano Miano, 30 anos, começou a trilhar o melhor de seus caminhos como empreendedor. Presidente da DigiPronto, empresa especializada em marketing digital e publicidade on-line, ele se deparou com um grande desafio: fazer com que os seus serviços atingissem um novo público, a Geração Y. Porém, antes de conquistar estes jovens, ele teve de aprender a lidar com eles dentro da sua empresa.

Mimados pelos pais, auto-confiantes, autênticos, impacientes, colaborativos, questionadores, apaixonados por gadgets, preocupados com a carreira e com o meio-ambiente. A Geração Y reúne os nascidos entre as décadas de 1980 e 1990. Conhecidos também como “nativos digitais”, eles tiveram contato com a tecnologia e os meios virtuais desde cedo. O que determina o seu comportamento e os seus interesses. Embora já existam muitas pesquisas sobre a Geração Y, as empresas ainda estão descobrindo qual a melhor maneira de conquistá-la. Lidera quem aprende e domina a linguagem desta garotada.

Segundo Anderson Sant’Anna, professor de comportamento humano da Fundação Dom Cabral, a melhor forma de atrair a atenção da Geração Y é com informações mais rápidas e enxutas. “A Geração Y fica ‘plugada’ em diferentes canais, em diferentes mídias ao mesmo tempo. Por isso, as informações devem ser colocadas de forma que possam ser absorvidas em uma primeira olhada”, explica. Eline Kullock, presidente do Grupo Foco, complementa: “Eles sempre vão querer alguma coisa irreverente, de bom humor, rápida”.

Um dos conteúdos mais acessados pela Geração Y são os jogos em redes sociais. O Orkut, segundo meio preferido de diálogo virtual, perdendo somente para o MSN, de acordo com pesquisa do Instituto Informa e da agência de publicidade Binder/FC+M Comunicação, abriga centenas desse tipo de passatempo. Gustavo Jreige, 21, coordenador de criação e conteúdo da Pólvora Comunicação, agência especializada em campanhas publicitárias para redes sociais, garante: “Não se fala com a Geração Y sem gerar entretenimento”. Marina Frederico, 26, Diretora de Criação da DigiPronto, explica que o que mais os jovens buscam é a constante interação. “O que mais faz sucesso são os jogos em que todos os amigos também estão brincando, trocando mensagem, competindo. É importante [para os membros da Geração Y] saber que eles não estão sozinhos”.

A DigiPronto é uma agência especializada em marketing digital e publicidade online. Um dos cases de sucesso foi um aplicativo chamado Mais Cabelo em que a pessoa fazia o upload da própria foto e brincava com diversos estilos de penteados e cortes. “A pessoa podia mandar para os amigos ou subir a foto no Orkut ou no Facebook”, conta Marina. No jogo, foi colocada a marca patrocinadora. Muitos destes aplicativos são criados no próprio site das marcas, porém, muito mais eficiente, ainda segundo Marina, é colocar este jogo dentro de sites que os jovens já estão acostumados a visitar. “Justamente porque eles querem interagir com os amigos, se você coloca o jogo dentro desta rede social, o impacto é muito maior.”

 

 O virtual é o real

 A Zynga, maior empresa criadora de jogos para o Facebook, é um exemplo de sucesso em mídias sociais. Segundo a previsão da consultoria Next Up! Research, a gigante alcançará a receita de 1,1 bilhão de dólares em 2014. O jogo mais popular, com 82 milhões de usuários, é o Farmville. O game simula a vida em uma fazenda e todas as atividades que isto implica. Para aumentar o terreno, o número dos gados, a plantação, entre outras coisas, os usuários podem investir na compra – com dinheiro de verdade – destes bens. Somente esses chamados “apetrechos virtuais”, no Facebook e em outras redes sociais, movimentaram 600 milhões de dólares em 2009.

Segundo a consultoria eMarketer, os investimentos mundiais em publicidade nas redes sociais chegaram a 2,35 bilhões de dólares em 2009. Não sem motivo. Os jovens da Geração Y, além de terem acesso a muitas informações, são perseguidores de novidades e têm grande influência sobre a decisão de compra dos pais e dos familiares.

Sobre o consumo específico de informação, o conteúdo para a Geração Y está cada vez mais pulverizado. É o que defende Jreige. Segundo ele, um exemplo de veículo de massa na internet é oportal UOL. Caso raro. Como esses jovens fazem muitas atividades ao mesmo tempo, absorvem informação de várias fontes. Não todas na mesma intensidade. “Essa é a essência da Geração Y”, afirma.

Eline Kullock explica que toda informação pode ser atraente à Geração Y, porém é a linguagem com que ela é transmitida que determinará seu consumo ou descarte. Para seguir o mind set (programação mental) destes jovens, muitos sites geradores de conteúdo online têm seguido um recurso denominado “pirâmide deitada”. O esquema seria a informação no texto seguir, a cada clique, a seguinte ordem: informação básica, nível de explicação, nível de contextualização e nível de exploração.

Quando questionados se este investimento teria o mesmo sucesso em plataformas impressas, como jornais e revistas, os especialistas no comportamento da Geração Y são categóricos. “Haverá cada vez menos [espaço para impressos]”, sentencia Eline Kullock, que lançará em breve um livro especializado nas peculiaridades da Geração Y brasileira. A programação mental desses jovens está acostumada com a instantaneidade, informações rápidas e atuais.

“Eu não sei se eles teriam tanta paciência para o impresso”, arrisca Sant„Anna. “Essa geração não é como a anterior que pega um livro e apenas lê. Ela é multitarefa. Ela, preferencialmente, busca ambientes em que possa estar exposta a várias mídias simultaneamente. O lócus da internet é o lugar privilegiado para isso”. Ele defende ainda que, cada vez mais, os espaços multimídia serão atrativos a essa geração. “Se elas tiverem que escolher, é mais natural para elas buscar espaços multimídias do que espaços específicos. Eu acho que esse jovem não teria paciência de ficar em um único lócus”.

Contudo, Eline sustenta a importância de veículos oficiais para a confirmação das notícias. “Esse jovem recebe uma notícia pelo Twitter, por exemplo, e ele acessa os sites de empresas de credibilidade para confirmar a informação, do dado, do fato”. A especialista ressalta: “Eles acessam as revistas online, não as físicas”. E explica que esses jovens já não sabem a diferença entre o real e o virtual. Para a Geração Y o virtual é o real. E completa: “O físico para eles importa muito pouco”.

 

Entender para conquistar

 

Para melhor lidar com a Geração Y é essencial conhecer a sua origem. É o que defende Eline Kullock, presidente da consultoria Grupo Foco. “As gerações acontecem em um determinado momento histórico. Essa história determina uma cultura que, por sua vez, determina um comportamento”. Leia abaixo as principais características das quatro gerações que convivem atualmente.

 

Geração Baby Boomer: nascidos entre 1946 e 1964. Com o fim da Segunda Guerra Mundial e a estabilização econômica das famílias, as pessoas (os Baby Boom, explosão de natalidade, em inglês) começaram a ter mais filhos. Os Baby Boomers (filhos dos Baby Boom) enfrentaram a ditadura e participaram de diversos movimentos, dentre eles, o dos direitos civis e o movimento feminista. Embora sejam reconhecidos pelas lutas por maior liberdade, enfrentaram a rigidez de regras nos ambientes corporativos. Por isso, atualmente, têm grande dificuldade em compreender, lidar e aceitar as diferenças da Geração Y.

 

Geração X: precede a Geração Y. São os nascidos entre 1965 e 1979. Testemunharam mudanças nos antigos padrões de comportamento social. Muitos eram filhos de pais separados e acompanharam a inserção das mulheres no mercado de trabalho. Quando adolescentes, viram surgir o vídeo cassete e o computador pessoal. Observaram, também, muitas crises nas corporações. São mais maleáveis e dispostos a compreender a Geração Y.

 

Geração Y: também chamados de nativos digitais, nascidos entre 1980 e 1990, época de grandes avanços tecnológicos. Conhecida como Geração Troféu, esses jovens foram mais protegidos pelos pais, recebendo maior liberdade e constante incentivo. Possuem grande auto-estima e confiança. Anseiam por recompensas em curto prazo e reconhecimento constante. Têm resistência a negações e frustrações. Valorizam o aprendizado empírico, mesmo que isso signifique utilizar o recurso “tentativa e erro”. Priorizam o prazer no momento presente. Têm dificuldade de planejamento. São multitarefas, ou seja, capazes de realizar várias atividades ao mesmo tempo.

 

Geração Z: filhos da Geração Y, nasceram após o ano de 2000. Desde pequenos têm contato com os meios digitais e apetrechos tecnológicos. Não sabem o que é papel de carta ou papel almaço. Seu modelo mental foi formado já com a complexa linguagem digital. Assim como a Geração Y são multitarefas. Comunicam-se principalmente através de comunidades online, como MSN, Twitter, Orkut e Facebook. Por isso, apresentam pouca habilidade na comunicação oral e convívio social.

 Y também fatura

 

A Geração Y Gisele Guilzer, 29, é professora e conheceu o Second Life através de uma amiga. Notando que o jogo imita todas as situações da vida real, decidiu criar uma marca dentro da rede social. Já familiarizada com as ferramentas de edição de fotos, atualmente produz roupas para os avatares e conta com uma significante renda extra.

 

Qual o nome da sua marca de roupas?

Índia Fashion Design.

 

Os negócios vão bem?

Eu tenho uma loja central e também 55 franqueados. A divisão do lucro é meio a meio. Eu faço um controle diário dos lucros e eles chegam a 90 reais por dia. Quando eu lanço uma peça nova, esse valor chega a 200 reais. Toda semana tem uma novidade na loja.

 

Qual a média de valor das peças?

O valor é fixo. Convertendo em Real [o Second Life possui uma moeda própria, o Linden Dollar] fica em torno de 2 reais por peça.

 

Aceita encomendas?

Não. Como eu também trabalho na RL [Real Life, como os jogadores do Second Life se referem à vida real], acabo ficando sem tempo.

julho 7, 2010

Carta de apresentação de profissionais experientes é diferente da de jovens

Arquivado em: Foco na Mídia — admin @ 1:54 pm

Por: Karla Santana Mamona
06/07/10 – 15h54
InfoMoney

SÃO PAULO – Em algumas empresas, além do currículo, é necessário encaminhar uma carta de apresentação. Neste momento, é comum o profissional ficar em dúvida sobre o que pode ser redigido, o que deve ser evitado, o tamanho do texto, entre outros.

Antes de começar a redação, é necessário avaliar a experiência do profissional. Segundo a gerente de Projetos do Grupo Foco, Francilene Araújo, a carta de apresentação de profissionais mais experientes deve conter objetivos mais concretos e ações realizadas em curto prazo. Já a carta de jovens profissionais é mais focada em metas.

A consultora de Recursos Humanos da Catho Online, Daniella Correa, acrescenta ainda que profissionais com pouca ou nenhuma experiência devem dar maior enfoque às habilidades adquiridas academicamente, inclusive em atividades práticas ou estágios.

Erros de português
Acima de tudo, é necessário estar atento ao português. Francilene  alerta que erros de redação prejudicam o candidato e causam má impressão.

O profissional tem de ser formal, por isso o uso de gírias é proibido. Também devem ser evitadas formas de tratamento como “meu querido” e “ caro entrevistador”. Outro cuidado a ser tomado é em relação ao excesso de informações.

O que deve ser escrito?
Sobre o conteúdo, Francilene explica que a ferramenta é um breve relato do profissional e deve abordar aspectos da área de atuação, contendo uma pequena descrição das competências, além de informações como disponibilidade para viagens e outros dados que não estão no currículo.

Além disso, Daniella afirma que o conteúdo deve apresentar os principais conhecimentos práticos e teóricos adquiridos pelo candidato, com a finalidade de atrair o selecionador a ler o currículo na íntegra. É indicado que a carta seja limitada a uma página.

Na carta, o profissional deve ressaltar aspectos positivos, como número de promoções que recebeu em sua carreira, nomes das empresas para as quais trabalhou, estabilidade de emprego, resultados importantes atingidos e declaração de habilidades técnicas específicas, por exemplo, conhecimentos no Pacote Office e Corel Draw.

O profissional não deve incluir na carta a pretensão salarial. Esse assunto deve ser discutido durante a entrevista de emprego.

Carta de apresentação on-line
Sobre a carta de apresentação encaminhada pela internet, a consultora da Catho explica que não há diferença no que se refere ao conteúdo.

Entretanto, a carta on-line tem algumas vantagens, já que pode ser atualizada constantemente, de forma ágil e prática, além de não gerar custos de impressão e postagem.

Em relação ao destinatário, a carta deve ser encaminhada para a pessoa que está oferecendo a vaga. Caso o profissional tenha encaminhado o currículo de maneira proativa, já que a empresa não está com processo seletivo aberto, essa deve ser destinada ao departamento responsável pela seleção.

Modelo de carta
Confira abaixo um modelo de carta elaborado pela Catho Online:

[Nome do Candidato]

Rua __, número __ Bairro

CEP: __ Cidade__ Estado

Telefones de contato

E-mail

Idade__ Nacionalidade__ Estado civil

Data.

Sr. __ [nome do recrutador]

Cargo

Nome da Empresa

Ref. (vaga em aberto)

Prezados Srs.,

Apresento interesse de atuação como __ em __, com habilidade e conhecimentos para atuar em __. Descrevo abaixo algumas de minhas atribuições para que possa fazer uma análise inicial.

Estou cursando (graduação)__, sou (cargo) em (área) e realizei cursos de aprimoramento profissional. Tenho disponibilidade para viagens.

Minha última experiência foi na (nome da empresa), como (cargo), após __ promoções, sendo responsável por __. Anteriormente atuei na (nome da empresa), como (cargo), atuando com __.

Neste momento, busco uma oportunidade em que possa aplicar e ampliar os conhecimentos adquiridos durante a vivência profissional, além de desenvolver um trabalho objetivo e gerador de resultados.

Agradeço um contato para agendarmos uma entrevista pessoal para que eu possa descrever conhecimentos e experiências adquiridas.

Atenciosamente,

Nome do candidato

julho 5, 2010

Quais são os seus hobbies? Saiba o que os recrutadores avaliam com esta pergunta

Arquivado em: Todos — Tags:, , , , — admin @ 3:23 pm

05/07/2010

Infomoney

SÃO PAULO – Quem já participou de uma entrevista de emprego sabe que não raro são feitas as perguntas: “Quais são os seus hobbies?” ou “O que você gosta de fazer nas horas vagas?”. Nesta hora, apesar da simplicidade da questão, muita gente se atrapalha e fica na dúvida sobre qual a intenção do recrutador ao fazer o questionamento.

De acordo com a gerente de projetos da Foco Talentos, Fábia Cristina Barros, este tipo de pergunta serve para dar evidências comportamentais sobre o candidato, fazendo com que o recrutador saiba como ele funciona socialmente.

Já a consultora de recrutamento e seleção da Ricardo Xavier Recursos Humanos, Cláudia Callé, lembra que o recrutador também pode questionar sobre situações passadas para obter as mesmas informações.

“Para saber mais sobre as características comportamentais do candidato, o recrutador também pode pedir para que ele descreva situações passadas, como por exemplo uma situação em que a pessoa teve de exercer a liderança”, explica Cláudia.

Sinceridade

Independentemente se a pergunta for direta ou não, as duas especialistas lembram que o candidato sempre deve ser sincero nas suas respostas.

“Muita gente tenta adequar as respostas, de acordo com o que elas acreditam que o recrutador queira ouvir. Entretanto, isso é um erro, pois em outras etapas do processo o candidato pode se contradizer e assim irá diminuir suas chances de conquistar a vaga. Além disso, o profissional nunca sabe o que o recrutador está precisando”, diz Fábia.

Abaixo alguns hobbies listados por Fábia e o que eles podem passar para o recrutador.

Futebol: facilidade para trabalhar em equipe e liderança;

 Quebra-cabeças: facilidade de concentração e alto poder analítico;

 Plantas: sensibilidade, paciência e determinação;

 Maratona: determinação, superação e disciplina;

 Leitura: alto poder de concentração;

 Cinema: alto poder de análise;

 Pintura: facilidade de concentração e apego aos detalhes;

 Fotografia: sensibilidade e visão analítica.

junho 17, 2010

Cuidado com a exposição

Arquivado em: Todos — Tags:, , — admin @ 5:15 pm

07 de junho de 2010

Eleni Trindade – Jornal da Tarde

Relacionamento deve ser discreto

Namoros têm de ser comedidos para não prejudicarem a carreira e a vida pessoal

Trocas de olhares, interesses em comum e muito tempo convivendo dentro do

mesmo ambiente: muitos romances, namoros e casamentos começam dessa forma

dentro das empresas.  Afinal, as pessoas passam cada vez mais tempo em seus

empregos na companhia de seus colegas, chefes ou subordinados.

Foi assim com a gerente de serviço de campo Lívia Maria Fernandes, de 33

anos.  Ela conheceu o marido, João Célio Germano de Oliveira, 41anos, na

empresa onde trabalha, o McDonald’s. “Eu trabalhava como consultora de

treinamento e ele como consultor de operações e nos encontrávamos em

reuniões da empresa.  Tudo começou com troca de olhares, passando por

conversas sobre a empresa e interesses em comum”, conta ela sobre o início

do relacionamento. “Já nos conhecíamos há um ano quando decidimos começar a

namorar”, diz. 

De acordo com Oliveira, a primeira pessoa a saber foi o chefe do casal. “Nós

nos reunimos com ele para comunicar que o relacionamento era sério e ele

prontamente nos apoiou diante do profissionalismo que sempre apresentamos na

empresa”, afirma ele.  Eles estão casados desde 2001 e têm dois filhos, Luan,

de 8 anos, e Mel de 2.

Segundo Sheila Leme, gerente de Recursos Humanos da rede de restaurantes, a

empresa não proíbe relacionamentos entre funcionários, mas toma providências

quando o casal tem alguma relação de subordinação. “Quando isso acontece, um

dos dois é transferido para outra filial para evitar constrangimentos a eles

e também aos demais funcionários.  Dessa forma, garantimos que os dois

consigam se desenvolver na carreira sem gerar desconfianças ou fofocas”,

afirma ela. 

Embora as relações surjam com naturalidade e frequência no ambiente de

trabalho, o tema ainda é complexo, tanto que o casal preferiu não aparecer

em fotos na reportagem.

“É natural as pessoas conhecerem os namorados, esposas e maridos no ambiente

de trabalho, afinal passam a maior parte do dia no emprego e vivenciam

alegrias, derrotas, conquistas e decepções.  Essa vivência aproxima as

pessoas e cada vez mais haverá casais sendo formados nas empresas por conta

da presença cada vez maior da mulher no mercado”, afirma Marshal Raffa,

gerente de Planejamento de Carreira da Ricardo Xavier Recursos Humanos.

“Quando o casal estiver certo da relação, deve assumir o relacionamento,

mesmo não sendo fácil fazê-lo.  Isso evita comentários maliciosos, fofocas e

prejuízos ao desenvolvimento de ambos na carreira”, acredita ele. 

Se a empresa tem restrição com relacionamentos entre funcionários,

normalmente ela deixa isso claro quando as pessoas ingressam na organização. 

Se for esse o caso, um dos dois deverá sair da empresa para evitar

problemas. “Não tem muito jeito: se a empresa proíbe e o relacionamento

ganhou importância na vida dos dois, um deles terá de se desligar para não

prejudicar o outro”, afirma Fábia Cristina Barros, gerente de

Desenvolvimento do Grupo Foco. “Se a relação é séria e acontece nessas

circunstâncias, já começa de forma estressante.  Por isso, o casal deve

decidir o que é melhor para cada um e para o bem da relação e, muitas vezes,

o melhor é cada um em uma empresa.”

Em qualquer caso, com ou sem restrição da empresa a relacionamentos

amorosos, os profissionais devem manter a discrição no ambiente de trabalho

para não interferir na tranquilidade do ambiente. “Não se deve deixar de se

comportar de forma ética. É preciso manter sempre o foco na produtividade do

trabalho e alguns profissionais que trabalham em áreas estratégicas ou em

cargos de confiança devem manter a discrição sobre ações, projetos e

informações da empresa, ou seja, é preciso saber separar o lado profissional

do pessoal”, aconselha Raffa.

 

A exposição do casal na empresa é um assunto que merece grande atenção,

acreditam especialistas.

“O casal precisa trabalhar com seriedade e evitar se expor na empresa com

demonstrações de afeto, por exemplo”, ressalta Fábia Cristina Barros,

gerente de Desenvolvimento do Grupo Foco.

“Para ter os contatos (networking) expandidos e duradouros, o casal não deve

se limitar a si mesmo, ou seja, precisa almoçar com outras pessoas,

frequentar eventos e fazer happy hours com os colegas, enfim, manter

normalmente os relacionamentos com os colegas na empresa”, acrescenta a

gerente do Grupo Foco. 

Mariá Giuliese, diretora executiva da Lens e Minarelli, consultoria de

aconselhamento de carreiras, ressalta que o casal deve ser extremamente

discreto. “Mesmo o fato de comunicar o relacionamento aos chefes é delicado

porque nem sempre o relacionamento é duradouro, pelo contrário, muitas

relações costumam ser superficiais e podem prejudicar a imagem dos

funcionários, principalmente da mulher que fica sempre mais exposta que o

homem”, diz. “As pessoas não precisam abrir mão do vínculo afetivo por causa

da carreira, mas devem ficar atentas à política da organização.”

junho 14, 2010

Emprego após os 40 sinaliza retomada

Arquivado em: Foco na Mídia — admin @ 10:11 am

segunda-feira, 14 de junho de 2010 7:04

Alexandre Melo
Do Diário do Grande ABC

A árdua tarefa de conseguir emprego após os 40 anos poderá ser mais tênue diante da retomada econômica. Especialistas em Recursos Humanos apontam que as empresas miram profissionais experientes, devido à falta de mão de obra qualificada. Contudo, o embate com a força jovem à disposição das indústrias segue, principalmente na área operacional.

O diretor-geral do portal de empregos Trabalhando.com.br, Renato Grinberg, estima que um profissional experiente leve de três a oito meses para conseguir recolocação no mercado de trabalho, enquanto os novatos podem demorar até metade do tempo.

“O jovem consegue mais rápido, pois ele geralmente ganha menos, enquanto os mais maduros não aceitam qualquer oferta”, pondera Grinberg. Para o executivo, indústria e serviços vão oferecer novas oportunidades àqueles com mais de 40 anos.

Esse é o anseio de Claudinei Ferreira Maia, 45 anos, que está desempregado há um ano e dois meses. O metalúrgico acumula experiência de 27 anos em três empresas do setor, mas depois de oito entrevistas ainda não conseguiu emprego com carteira assinada.

“Trabalhava como encarregado do período noturno, mas no auge da crise a empresa eliminou este turno. A queda nos pedidos da indústria de caminhões era forte”, relata. Maia crê que a idade pesa nesse caso, pois mesmo quando a vaga é voltada para pessoas com mais experiência ele não é chamado.

Nesse período em que está parado o metalúrgico fez trabalho temporário com portões automáticos, que não durou muito. Agora, ele analisa até trocar de área, mas não tem conhecimento suficiente de outros setores.

O diretor da Trabalhado.com.br avalia que mesmo quando parados os profissionais devem investir na qualificação profissional para ter ciência das novidades do mercado.
Uma ferramenta importante para conseguir emprego é a rede de relacionamento (veja quadro ao lado). “Estimativa mundial aponta que 80% das vagas são preenchidas via networking. Manter sua rede de contatos ativa enquanto trabalha é bem mais fácil”, lembra Grinberg.

Motivação - Deixar o pijama de lado e procurar emprego com a mesma dedicação da época em que trabalhava aumenta as chances de conseguir recolocação em tempo menor. Chegar às entrevistas no horário marcado e fazer contatos são tarefas importantes nesse momento.

O diretor da empresa de Recursos Humanos Foco RH, Gilberto Sobrinho, afirma que durante a seleção o entrevistado não deve se menosprezar por ter mais de 40 anos, mas destacar suas experiências e contribuições para as empresas anteriores. “Saber vender suas qualidades na entrevista é um dos passos para conquistar a vaga”, finaliza o especialista.

Copa e Olimpíadas vão demandar mão de obra

Na avaliação do diretor da empresa de Recursos Humanos Foco RH, Gilberto Sobrinho, a falta de mão de obra qualificada pode ser uma barreira no crescimento do País.

A perspectiva é de que muitos profissionais com idade superior a 40 anos e aposentados deverão voltar ao mercado, principalmente os engenheiros.

“Acredito que a idade não é o fator preponderante para contratação, mas a experiência que a pessoa acumula na carreira profissional”, diz. Para Sobrinho, o ritmo de contratações está acelerado nos últimos quatro meses.

Ele acrescenta que o setor de infraestrurura desponta como celeiro de vagas, com alta demanda de profissionais de nível médio. Eventos como a Copa do Mundo e Olimpíadas vão necessitar de muitos profissionais para a construção civil.

Levantamento realizado pelo portal de empregos Curriculum.com.br em dezembro mostra que os sêniors têm mais oportunidades na indústria, varejo, bancos e empresas de auditoria e gestão.

Segundo o site, no ano passado, mais de 167 mil candidatos com esse perfil tiveram seu currículo visualizado pelas empresas, sendo que 183 mil estavam empregados.

Mesmo com tantas pessoas experientes fora do mercado, os desempregados nessa faixa etária representam cerca de 15%. A proporção entre os mais jovens é praticamente o dobro, afirma o diretor-geral do site Trabalhando.com.br, Renato Grinberg. Ele comenta que muitos novatos têm deficiência de qualificação na área técnica.

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